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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Maravilhoso Jesus= Mateus 21:19


Amaldiçoando a Figueira
William G. Johnsson

Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: “Nunca mais dê frutos!” Imediatamente a árvore secou. Mateus 21:19, NVI.

É esta a única mancha na vida perfeita de Cristo, a única ocasião em que ele sucumbiu a um descontrole temperamental?

Ao longo da história de Jesus registrada nos Evangelhos, Ele se recusou a exercer o Seu poder para benefício próprio. Quando o tentador aproximou-se dele após os 40 dias de jejum no deserto, com a sugestão de que Jesus transformasse pedras em pão, Jesus rejeitou completamente esta opção. Embora Ele já tivesse comandado 10 mil anjos, embora Seus dedos tenham dado forma as estrelas e as lançado no espaço, Ele limitou a si mesmo durante o período de sua jornada terrena. Como o Desbravador da nossa salvação, Ele se valeu apenas daquelas agências divina a que nós, seus irmãos e irmãs, temos acesso.

Então como entender suas ações na manhã da última segunda-feira de sua vida terrena? Após os acontecimentos tumultuosos do dia anterior – a entrada triunfal em Jerusalém e a purificação do Templo – Jesus tinha voltado a Betânia para passar a noite (Mateus 21:17). Agora, ao retornar para Jerusalém no início da manhã antes do desjejum, Ele vê uma figueira à distância. De longe os discípulos vêem que está com folhas – o que significa que deveria ter figos também, pois os pequenos figos aparecem antes das folhas. Mas quando se aproximam da árvore, ficam desapontados: é estéril.

Então Jesus pronuncia uma maldição sobre a figueira estéril. Rapidamente a árvore murcha e morre. Marcos relata que na manhã seguinte a figueira estava seca desde as raízes (Marcos 11:20).

A despeito do ponto de vista de alguns críticos da Bíblia, esse não foi um ato mesquinho da parte de Jesus, uma exibição temporária da paixão humana. Suas ações correspondem exatamente a uma parábola contada por Ele meses antes (Lucas 15:6-9). Nela, Ele descreveu uma figueira plantada numa vinha. O proprietário a inspecionava a cada ano esperando encontrar frutos – mas a árvore permanecia estéril. Por fim, ele deu a árvore mais um ano de graça, mas instruiu o jardineiro que se a árvore continuasse infrutífera, ele deveria cortá-la.

Através da parábola contada anteriormente e por suas ações naquela segunda de manhã, Jesus ensinou que o tempo estava se esgotando para os Israelitas.

Mas a parábola e a história se aplicam a nós também. A graça é maravilhosa, mas não devemos tratá-la de forma leviana. O tempo se esgota para indivíduos, bem como para nações. A graça recebida na vida nos transforma – faz-nos produzir frutos. Cristãos infrutíferos são uma ofensa à sua profissão de fé.

ORAÇÃO

Ó Senhor da vinha, produza frutos em minha vida, hoje.

Autor: William G. Johnsson

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